Neste último sábado (05 de agosto), tivemos o prazer de vivenciar a oficina lúdica de contração de histórias, tendo como tema a Biblioterapia, que foi facilitada para encantadora Tereza Rodrigues.
A participação de cuidadoras, professoras, estudantes... envolvendo adultos e crianças em um mesmo espaço interativo provocou um "mergulho" nas histórias vividas de cada um.
Foram mais de 120 inscritos!!! Porém, por uma questão de espaço apenas a metade (aproximadamente) logrou validar a inscrição. Esperamos que as próximas oficinas possam contemplar os demais.
Esas oficinas fazem parte do Projeto Erê - Vamos
brincar? Oficinas Lúdicas de Leituras, que tem o apoio e financiamento da PROEX / Univasf.
"Conceder a palavra às crianças não significa fazer-lhes perguntas e fazer com que responda aquela criança que levantou a mão em primeiro lugar [...]. Conceder a palavra às crianças significa, pelo contrário, dar a elas as condições de se expressarem."(TONUCCI, 2005).
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Oficina de Contação de Histórias no evento "Entre Olhares"
No evento "Entre Olhares" , promovido do curso de Psicologia da Univasf, teve a participação do Projeto Erê - Contação de Histórias Lúdicas, via uma oficina de contração de histórias. Fantasia, criatividade e ludicidade foram marcas fortes dessa oficina. Parabéns a toda equipe!!!
segunda-feira, 19 de junho de 2017
Defesa de dissertação sobre o conhecimento de professores de educação infantil em relação as habilidades sociais
Ocorreu hoje a defesa de dissertação de Adriana Miron, recém mestra do PPGFPPI - UPE (campus Petrolina) que versa sobre o conhecimento (epistemologia) de professores de educação infantil em relação as habilidades sociais. Os resultados apontam para uma lacuna em termos de distanciamento entre o que se conhece e o que é posto conceitualmente. As habilidades sociais, sobretudo na educação infantil, tem sido apontadas como fundamentais para o processo educativo das crianças. Entretanto, há uma crucial questão posta à mesa: como trabalhar as habilidades sociais das crianças se os professores carecem de um espaço formativo adequado? Embora não seja a problemática central dessa investigação, Miron toca nesse ponto nevrálgico e lega algumas luzes.
Eis aqui os agradecimentos do NUPIE!
Banca: Franciela Monte (primeira a esquerda), Virgínia Ávila (primeira a direita) e Marcelo Ribeiro (segundo a direita - orientador)
Mestra: a querida Adriana Miron (segunda a esquerda).
quinta-feira, 15 de junho de 2017
Oficina de Contação de Histórias
No dia 3 de junho ocorreu a 1ª Oficina de Contação de Histórias,
promovida pelo projeto “Erê -
Vamos Brincar? Oficinas Lúdicas de Leituras e Outras Linguagens”, na Sala Azul,
do campus Centro da Univasf
(Petrolina-PE). Esta oficina foi facilitada pela professora Janedalva Gondim e
estudantes do Colegiado de Artes Visuais e objetivou apresentar várias técnicas
de contação de história, além de aspectos teóricos sobre o tema. A participação
do público, em sua maioria professores da rede de ensino e estudantes de
pedagogia e psicologia, foi efusiva e certamente proveitosa do ponto de vista
da formação.
Que venham as próximas oficinas!
Lição das crianças: não ser ingênuo, mas não perder a inocência
Certa vez ouvi de um amigo gaúcho que não nos era mais permitido ser ingênuos no mundo, mas isso não significaria perder a inocência em nossos corações. Desde então tenho notado o quanto isto tem a ver com o jeito das crianças serem e a importância dos adultos estarem abertos para aprender com elas.
A pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Virgínia Kastrup (1999; 2000), que vem pesquisando a temática“cognição e subjetividade”, toma a criança como fonte inspiradora para investigar os processos cognitivos. Dentre os múltiplos recortes de sua profícua obra é possível, mesmo que de modo simplório, dizer que a criança não tem uma cognição ou uma subjetividade inferior ao adulto ou menos evoluída. Ao contrário. Sob certos aspectos a criança apresenta sensibilidade, sagacidade e poder criativo superior ao modo dos adultos serem. Quem nunca ficou, por exemplo, estupefato com uma sacada da criança? Quem não já presenciou a criança descobrir um objeto rapidinho depois dos adultos gastarem um tempão a procurar? Ou mesmo quando os adultos levam a criança para um espaço qualquer, como um restaurante, e em questões de minutos ela já contatou outras crianças presentes no ambientes como se tivesse “antenas”? Essas são apenas situações que servem para exemplificar o refinamento das crianças em termos de sua percepção, atenção, raciocínio, etc.
Tomando como base o pensamento bergsoniano sobre o tempo, Kastrup nos ajuda a compreender o jeito de ser da criança (a autora toma a criança como fonte inspiradora, mas seus trabalhos vão também em outras direções), quando sublinha que a experiência do tempo, enquanto tempo vivido, é mais marcante do que a experiência do tempo cronológico (mais característico da forma adulta de ser). É característico da experiência da criança viver o tempo a partir do que sente no “aqui e agora” e não em termos de uma organização sistemática temporal e distal.
Importante observar que não há aqui um ovacionamento do tempo vivido em detrimento do tempo cronológico. Ambos são necessários para a vida e constituem o desenvolvimento humano. Entretanto, o que se quer marcar é a singularidade do jeito de ser da criança em termos de sua cognição e subjetividade, sem ser mais ou menos do que o adulto. Ademais, compreender essa singularidade possibilita tomar algumas lições desse jeito de ser da criança.
Dentre essas possibilidades destaca-se a capacidade da criança manter sua inocência mesmo não sendo ingênua. “Não ser ingênua” significa que a criança tem funções cognitivas aguçadas e é capaz de perceber, sentir e avaliar situações muito mais do que o senso comum supõe, pelo menos é o que a Psicologia do Desenvolvimento vem apontando.
Um dos desdobramentos de não ser ingênua e manter inocência tem a ver com a capacidade de resiliência das crianças em termos de enfrentamento de situações problemas, de superar mágoas, de não perder a capacidade de brincar e sorrir e manter a incrível capacidade de aprender (obviamente que estamos nos referindo a cenários típicos de desenvolvimento e que sob certas condições extremas a criança também sucumbe e expressa comprometimentos no desenvolvimento).
Em tempos temerosos como estes que vivemos é importante aprender com as crianças a não ser ingênuo e manter a inocência, ou seja, estar atento aos acontecimentos, lutar pelos direitos sociais perdidos e ameaçados, pelo estado de direito e pela república em declínio, mas acima de tudo não perder a capacidade de sorrir para vida, guardar a inocência no coração!
Referência
KASTRUP, Virgínia. O Devir-Criança e a Cognição Contemporânea. Psicologia: Reflexão e Critica, 2000, 13(3), pp.373-382.
KASTRUP, Virgínia. A invenção de si e do mundo. Uma introdução do tempo e do coletivo no estudo da cognição. Campinas, SP: Papirus, 1999.
Publicado originalmente em https://www.pensaraeducacaoempauta.com/licao-das-criancas-nao-ser-ingenuo-?utm_campaign=dff3e31113-EMAIL_CAMPAIGN_2017_06_14&utm_medium=email&utm_source=PEPB%2B-%2BM&utm_term=0_51535e4216-dff3e31113-298627885
sábado, 27 de maio de 2017
Livro Pais e filhos
Pais e Filhos (de Ivan Turguêniev)
Este livro ficou bem conhecido por causa da ideia de niilismo, que fora trabalhada pelo autor. Esta ideia teve grande repercussão... mas a potência desse livro também reside na temática clássica do conflito de gerações, sobretudo entre pais e filhos. O livro é uma obra prima e que retrata o conflito de gerações (pais e filhos) inseridos em contextos de grande mudanças sociais. Dá até para pensar em uma correlação: grandes conflitos geracionais estariam também inseridos em momentos históricos de profundas mudanças?
De todo jeito considero uma leitura indispensável.
Este livro ficou bem conhecido por causa da ideia de niilismo, que fora trabalhada pelo autor. Esta ideia teve grande repercussão... mas a potência desse livro também reside na temática clássica do conflito de gerações, sobretudo entre pais e filhos. O livro é uma obra prima e que retrata o conflito de gerações (pais e filhos) inseridos em contextos de grande mudanças sociais. Dá até para pensar em uma correlação: grandes conflitos geracionais estariam também inseridos em momentos históricos de profundas mudanças?
De todo jeito considero uma leitura indispensável.
Filmes, docs, e vídeos relacionados a infância
Vídeos sobre infância
Indicação de alguns filmes com a temática relacionada à Infância:
* Repense o Elogio
* Tarja Branca
Um excelente documentário para tod@s que se interessem sobre a questão de gênero, étnica...no processo educativo de crianças... O documentário aborda o poder do elogio quando dado de amenizar genérica e cristalizada, reforçando padrões e modelos, o que termina por contribuir com a reprodução de uma sociedade machista, racista... O documentário aponta para a possibilidade de micro revoluções à medida de que podemos romper com essas reproduções em nossos contextos relacionais.
* Tarja Branca
A partir dos depoimentos de adultos de gerações, origens e profissões
diferentes, o documentário discorre sobre a pluralidade do ato de brincar, e
como o homem pode se relacionar com a criança que mora dentro dele. Por meio de
reflexões, o filme mostra as diferentes formas de como a brincadeira, ação tão
primordial à natureza humana, pode estar interligada com o comportamento do
homem contemporâneo e seu "espírito lúdico".
*
Território do brincar
O longa tem como propósito sustentar uma narrativa do brincar infantil. Ao
longo de vinte e um meses, diversas crianças e seus trejeitos, das variadas
realidades do Brasil, foram representadas. O filme faz parte de um projeto de
pesquisa, registro e divulgação.
*
Muito além do peso
Hoje em dia, um terço das crianças brasileiras está acima do peso. Esta é a
primeira geração a apresentar doenças antes restritas aos adultos, como
depressão, diabetes e problemas cardiovasculares. Este documentário estuda o
caso da obesidade infantil principalmente no território nacional, mas também
nos outros países no mundo, entrevistando pais, representantes das escolas,
membros do governo e responsáveis pela publicidade de alimentos.
* A
Menina no País das Maravilhas
Phoebe
é uma menina rejeitada pelos seus colegas de classe, que deseja mais do que
tudo participar da peça de teatro da escola, "Alice no País das
Maravilhas". Com o estress do dia-a-dia, o comportamento de Phoebe piora
cada vez mais, criando uma forte pressão em seus pais. Ambos tentam compreender
e ajudar a filha, mas Phoebe se esconde em suas fantasias, confundindo
realidade com sonho. A menina terá que encarar um duro processo, passando por
uma incrível transformação.
* A
culpa é do Fidel
Anna de la Mesa (Nina
Kervel-Bey) tem 9 anos, mora em Paris e leva uma vida regrada
e tranquila, dividida entre a escola católica e o entorno familiar. O
ano é 1970 e a prisão e morte do seu tio espanhol, um comunista convicto,
balança a família. Ao voltar de uma viagem ao Chile, logo após a eleição de
Salvador Allende, os pais de Anna estão diferentes e a vida familiar muda por
completo: engajamento político, mudança para um apartamento menor, trocas
constantes de babás, visitas inesperadas de amigos estranhos e barbudos.
Assustada com essa nova realidade, Anna resiste à sua maneira. Aos poucos,
porém, realiza uma nova compreensão do mundo.
Nicolau
leva uma vida tranquila, sendo amado por seus pais e com diversos amigos, com
os quais se diverte um bocado. Um dia ele surpreende uma conversa entre os
pais, a qual faz com que acredite que sua mãe está grávida. Ele logo entra em
pânico, pois acredita que assim que o bebê nascer ele não mais receberá atenção
e será abandonado na floresta, assim como ocorre nas histórias do pequeno
Poucet, de Perrault.
* A Cor do Paraíso
* Filhos do Paraíso
Ali é
um menino de 9 anos proveniente de uma família humilde e que vive com seus pais
e sua irmã, Zahra. Um dia ele perde o único par de sapatos da irmã e, tentando
evitar a bronca dos pais, passa a dividir seu próprio par de sapatos com ela,
com ambos revezando-o. Enquanto isso, Ali treina para obter uma boa colocação
em uma corrida que será realizada, pois precisa da quantia dada como prêmio
para comprar um novo par de sapatos para a irmã.
Assinar:
Postagens (Atom)












