"Conceder a palavra às crianças não significa fazer-lhes perguntas e fazer com que responda aquela criança que levantou a mão em primeiro lugar [...]. Conceder a palavra às crianças significa, pelo contrário, dar a elas as condições de se expressarem."(TONUCCI, 2005).
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Novo Cronograma (Grupo de Estudos)
Ocorre, a cada duas semanas, o Grupo de Estudos NUPIE (Núcleo de Estudos e Práticas sobre Infâncias e Educação Infantil), com a linha de pesquisa "Infâncias e Educação Infantil". O grupo se reúne às quintas-feiras das 18h às 20h, na sala Multiuso do CEEPSI, Centro de Estudos e Práticas em Psicologia, localizado na Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF. Para conhecimento das próximas datas de reunião e assuntos abordados, o novo cronograma de atividades segue abaixo:
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Como identificar se a criança está ou não obesa?
A obesidade está intimamente relacionada aos problemas cardiovasculares, diabetes e câncer. Uma em cada três crianças brasileiras, entre cinco e nove anos, está acima do peso, segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar, do IBGE. Outro dado preocupante: o acúmulo excessivo de gordura no organismo está matando mais do que a desnutrição, segundo recente relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS). Os caminhos que levam ao problema são a alimentação inadequada (alimentos ricos em gordura e açúcar, mas pobre em nutrientes, como fast-food e doces) e a falta de atividade física, típicos dos tempos modernos.
Para mudar a situação, a família precisa conscientizar-se de seu papel fundamental na rotina da criança. Caso contrário, esse cenário vai piorar. Se os cuidados começam cedo, facilmente serão incorporados pela criança. Deixar para mudar hábitos mais tarde é um grande risco. Pesquisas indicam que 80% dos adolescentes obesos continuam obesos na vida adulta.
Para descobrir se as crianças estão obesas ou próximas a isto, faça o cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC), adotado pela OMS, usando esta fórmula:
peso (kg)/altura(m) x altura (m)
Se o resultado for:
- menor que 18,5 – a criança está abaixo do peso (e isso também merece uma boa investigação profissional)
- entre 18,5 e 24,9 – a criança apresenta peso normal (os cuidados com a alimentação e atividades físicas devem persistir para que o índice permaneça adequado)
- Entre 25 e 29,9 – a criança apresenta sobrepeso (é o sinal de alerta. Consultar um especialista é a melhor maneira de não deixar que o problema avance)
- Igual ou acima de 30 – a criança é obesa (alerta vermelho: é hora de conversar com o médico e saber qual tratamento deverá ser seguido para mudar esse quadro rapidamente).
- menor que 18,5 – a criança está abaixo do peso (e isso também merece uma boa investigação profissional)
- entre 18,5 e 24,9 – a criança apresenta peso normal (os cuidados com a alimentação e atividades físicas devem persistir para que o índice permaneça adequado)
- Entre 25 e 29,9 – a criança apresenta sobrepeso (é o sinal de alerta. Consultar um especialista é a melhor maneira de não deixar que o problema avance)
- Igual ou acima de 30 – a criança é obesa (alerta vermelho: é hora de conversar com o médico e saber qual tratamento deverá ser seguido para mudar esse quadro rapidamente).
Esta matéria foi baseada numa postagem feita pelo blog:
http://www.desenvolvimento-infantil.blog.br/afinal-a-crianca-esta-ou-nao-esta-obesa/
domingo, 27 de julho de 2014
Os direitos das crianças com necessidades especiais
Sobre as violações de direitos e os fatores de risco relacionados à pessoa
com deficiência, hoje sabemos que eles são evidentes em situações simples e
complexas. Por exemplo, a forma como a família recebe a notícia de que o
recém-nascido é deficiente ou como cuida desse indivíduo na sua velhice pode estar relacionada à exclusão, pois a criança talvez não nasça exatamente da maneira que os seus familiares sonhavam.
Felizmente, no Brasil a discussão sobre esses direitos vem
ganhando cada vez mais espaço e visibilidade, principalmente no que diz respeito
às pessoas com deficiência física e sensorial. Embora vários passos tenham sido
dados no sentido de garantir direitos, ainda são poucos para uma sociedade que
pretenda ser mais justa. Neste país, algumas conquistas já estão asseguradas pela Constituição Federal
e por leis complementares. Confira:
• Direito ao transporte: Passe Livre - Transporte rodoviário,
ferroviário e aquaviário interestadual gratuito à pessoa com deficiência física,
intelectual, auditiva ou visual e múltiplo deficiente,
comprovadamente carentes ou deficientes. (renda per capita até um salário
mínimo).
• Suspensão do rodízio de
carros: A pessoa com deficiência ou seu representante legal pode
solicitar junto ao Detran da cidade de São Paulo a liberação da restrição de
circulação de veículos.
• Direito à Educação: A pessoa com
deficiência tem direito à Educação pública e gratuita, preferencialmente na rede
regular de ensino e, se for o caso, ao Atendimento Educacional Especializado
(AEE) no contra turno escolar. Como previsto no Art. 54 do Estatuto da Criança e
do Adolescente. É importante incentivar e criar condições para que a pessoa com
deficiência frequente o ambiente escolar da pré-escola ao ensino superior.
•
Direito à Saúde: De acordo com a Constituição Federal, todos
têm direito a Saúde pública e gratuita. Direito ao diagnóstico correto, à
informação e aos tratamentos necessários. Os planos de saúde suplementares não
podem recusar a adesão da pessoa com deficiência, sob o risco de configurar
discriminação.
Esta matéria foi baseada numa publicação feita pelo blog: www.desenvolvimento-infantil.blog.br
sábado, 19 de julho de 2014
Portal de Notícias G1 divulga o "Cine Infância"
No próximo dia 24/07 (quinta-feira), às 18h, ocorrerá a exibição do filme "Filhos do Paraíso" no auditório da biblioteca da Universidade Federal do Vale do São Francisco - Univasf, Campus Centro, em Petrolina. Confira o trailer:
Após a exibição do filme, acontecerá a discussão dele, com o tema: "O cotidiano na percepção da criança". Para participar, é necessário que seja enviado um e-mail para o endereço: nucleonupie@gmail.com.
Segue o link da matéria completa:
http://g1.globo.com/pe/petrolina-regiao/noticia/2014/07/cine-infancia-discute-percepcao-do-mundo-pelas-criancas-em-petrolina.html
domingo, 13 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Tecnologia e crianças pequenas
Segundo pesquisas, as crianças estão tendo acesso cada vez mais cedo aos aparatos tecnológicos. Alguns acham que isso não é um problema, desde que o uso seja monitorado pelos pais. Outros condenam o acesso antes dos dois anos de idade. Veja:
Um estudo ligado à organização de advocacia familiar, Common Sence Media, revelou que 38% das crianças abaixo de dois anos usam tablets, celulares e afins como brinquedos e lazer, assistindo a vídeos ou jogando games. Houve um aumento considerável desse índice que, em 2011, era de 10%. Outro dado mostrou que 72% de crianças (a partir de oito anos) já fizeram uso dessas tecnologias e que o tempo usado para essas engenhocas também aumentou: em 2013, crianças entre zero e oito anos, ficavam em média quinze minutos por dia nos dispositivos eletrônicos. Em 2012, ficavam apenas cinco minutos.
Uma ala de especialistas defende que tablets podem funcionar como ferramentas educacionais, mas se o uso é exagerado ou usado como distração enquanto os pais estão ocupados, pode causar danos ao desenvolvimento dos pequenos. A Academia Americana de Pediatria recomenda que os pais proíbam as “telas” para crianças abaixo de dois anos de idade, incluindo as de celulares. Outros pesquisadores defendem que, se usados com responsabilidade, com tempo e conteúdo monitorizados, podem servir de muitas maneiras à educação dos pequenos, mas devemos ficar alerta para a chance de o motivo que leve crianças a passarem longos períodos de tempo na internet estiver ligado a um problema de relacionamento com seus pais.
O psicólogo Cristiano Nabuco, coordenador do Programa de Dependência de Internet do Laboratório dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI), da Faculdade de Medicina de São Paulo, conta que, semanalmente, recebe cerca de dez e-mails com pedidos de “socorro”, dentre eles de crianças, que se dizem dependentes do computador e pedem ajuda para livrar-se do problema.
Os pais brasileiros têm muita dificuldade em encontrar o equilíbrio entre as atividades do dia a dia e o tempo que seus filhos podem dedicar-se aos acessórios de última geração. E a maioria, quando procura um especialista, o faz porque a criança apresenta distúrbios evidentes causados pela dependência. Poucos são os pais que buscam orientações para prevenir o problema. Ninguém nega que a tecnologia pode ser uma ferramenta educativa eficiente, mas todos também concordam que é preciso encontrar medidas e limites para esse uso, sem comprometer o bem-estar da criança.
Esta matéria foi baseada numa postagem feita pelo blog:
http://www.desenvolvimento-infantil.blog.br/tecnologia-e-crianca-pequena-quais-os-limites-para-esse-uso/
http://www.desenvolvimento-infantil.blog.br/tecnologia-e-crianca-pequena-quais-os-limites-para-esse-uso/
terça-feira, 1 de julho de 2014
Elementos fundamentais para o aprendizado na creche e pré-escola
Os primeiros três anos de vida comportam um período em que a criança possui um enorme potencial para assimilar conteúdos e está cheia de curiosidades diversificadas. Segundo a psicóloga e psicopedagoga do Infans - Unidade de Atendimento ao Bebê Denise Argolo Estill, de São Paulo, nesse período "o mundo é algo a experimentar e conhecer por meio dos órgãos, dos sentidos e das ações corporais", isto é, ela necessita tocar, agarrar, sentir através da pele, alcançar com a boca etc.. Ainda de acordo com Denise, é essencial também estimular a linguagem verbal e a imitação: "Entendo a necessidade de reproduzir gestos e falas e procurando valorizar a expressão individual de cada um", completa a estudiosa.
Seguem abaixo algumas experiências essenciais para o aprendizado nessa faixa etária:
* Brincadeiras: O estímulo de ações físicas que possibilitem desafios motores são muito importantes. Muitos brinquedos são apreciados pelas crianças nessa etapa, com o destaque para os que possam compor o arsenal do espaço educativo, tais como: aqueles que fazem barulho, peças de montar, empilhar, encaixar, jogar, lembrando sempre do cuidado para que não tenham peças pequenas.
* Linguagem Oral: Com a proposta de, desde muito cedo, o trabalho ser associado à cantigas de roda, parlendas e outras canções, pois são meios riquíssimos de propiciar o contato e a brincadeira com as palavras e de estimular a atenção a sua sonoridade.
* Movimento: Os espaços da creche devem ser desafiadores e, ao mesmo tempo, seguros. O bebê precisa participar de atividades que ampliem o repertório corporal. Aos poucos, ele passa a ter consciência dos limites do corpo e da conseqüência de seus movimentos. São situações indicadas para o amadurecimento motor: passar por obstáculos como túneis, correr e brincar no escorregador.
* Arte: A música e as artes visuais são dois meios de os pequenos entrarem em contato com o que ainda não conhecem. Uma boa prática inclui desenhos, pinturas, esculturas e a audição de sons como os da batida de partes diferentes do corpo.
* Identidade e autonomia: O bebê nasce em uma situação de total dependência e, pouco a pouco, necessita se tornar autônomo. A organização do ambiente em cantos de atividades é um meio de favorecer o exercício de escolha, já que cada um define onde brincar. Para ajudar na construção da identidade, cabe ao educador chamar cada um pelo nome e ressaltar a observação dos aspectos físicos individuais.
Esta matéria foi baseada numa publicação feita pelo site:
http://educarparacrescer.abril.com.br/gestao-escolar/nao-pode-faltar-creche-400594.shtml
- Acesso em 01/07/2014
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