"Conceder a palavra às crianças não significa fazer-lhes perguntas e fazer com que responda aquela criança que levantou a mão em primeiro lugar [...]. Conceder a palavra às crianças significa, pelo contrário, dar a elas as condições de se expressarem."
(TONUCCI, 2005).

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

4 filmes sobre desenvolvimento infantil para assistir com seus alunos

Usar filmes na sala de aula é uma boa estratégia para discutir temas e ampliar os conhecimentos da turma. Quando o filme é nacional, melhor ainda, porque está mais próximo da realidade das nossas crianças. Estas dicas, a seguir, podem ajudar você a elaborar atividades com seus pequenos, na pré-escola.
Desde 27 de junho de 2014, a lei 13.006 define que:
“A exibição de filmes de produção nacional constituirá componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no mínimo, 2 (duas) horas mensais”.
Sabendo disso e, sobretudo, de como os filmes podem contribuir ao seu trabalho de educador, destacamos quatro filmes brasileiros que abordam o desenvolvimento infantil de uma maneira envolvente, trazendo informações não só para as crianças, mas para os adultos responsáveis por elas.
Fica ao seu critério definir as atividades posteriores à exibição, que podem enriquecer ainda mais o aprendizado de seus alunos. Confira os trailers das produções e bom trabalho!
Turma da Mônica – Uma aventura no tempo 
Os mais que consagrados personagens Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão e Franjinha se unem para uma aventura incrível, a partir de uma experiência do atrapalhado Franjinha, que pretende juntar os elementos fogo, ar, água e terra para fazer uma viagem no tempo.
O grilo feliz 
A beleza desse desenho animado já é um ponto alto da produção, que fala de sentimentos, amizade, encontros. Na página oficial do filme (http://www.startanima.com.br/longa-metragens/o-grilo-feliz-e-os-insetos-gigantes-longa), acesse outras informações que podem subsidiar o seu trabalho.
Tainá 3 – A Origem 
O filme conta o início da saga de Tainá, a índia já conhecida de muitas crianças. Os temas preservação ambiental, diversidade, consumo consciente, além dos aspectos da cultura indígena, permeiam a trama, que se passa no Amazonas.
As aventuras do avião vermelho 
O pai de Fernandinho lhe dá de presente um livro que encanta o menino. Ele decide que precisa de um avião para salvar o Capitão Tormenta, um dos personagens da história. Com seus brinquedos preferidos, o menino embarca no Avião Vermelho, visitando lugares inusitados no mundo. Com essas vivências, Fernandinho descobre o prazer de ler, a importância dos amigos e do amor do pai.

retirado do : http://desenvolvimento-infantil.blog.br/4-filmes-sobre-desenvolvimento-infantil-para-assistir-com-seus-alunos/

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Debate sobre a Lei da redução da maior idade penal


O programa Univasf Debate aborda a polêmica Lei da redução da maior idade penal trazendo profissionais que assumem posições diferentes. Confiram o debate no video.


terça-feira, 21 de julho de 2015

Oficina de Capoeira

No mês de junho o NUPIE realizou, através do seu projeto de extensão (Erê - oficinas lúdicas e brinquedoteca itinerante) a oficina de capoeira. O facilitador foi o paciente e dedicado professor Bruno (do Colegiado de Educação Física). Foi uma oficina maravilhosa. As crianças (e os pais!) que o digam! Confiram as fotos!

Oficina Lúdica de Yoga

Desta vez teremos uma oficina lúdica de Yoga. A facilitadora desta oficina será a psicóloga Maria Theodora Gazzi Mendes, que também é membro do NUPIE. 
Esta é uma oportunidade ímpar! 
Sábado próximo, dia 25 de julho, de 8h as 12h, na sala do NT 01 (Campus Petrolina Centro). Tragam suas crianças!!!


terça-feira, 7 de julho de 2015

Como está a educação infantil da sua cidade?

 Avaliação Nacional da Educação Infantil (Anei) foi lançada no 15º Fórum da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), em junho de 2015. O objetivo é oferecer indicadores de qualidade por escola, rede, municípios, Estados e Brasil.
Como já sabemos, por meio de pesquisas internacionais e nacionais, a educação infantil tem influência determinante no desenvolvimento dos indivíduos. É por isso que o Plano Nacional da Educação (PNE) coloca como uma das metas, para os próximos dez anos, garantir a 50% das crianças de zero a três anos vagas nas creches. Atualmente, essa taxa é de 28% em todo Brasil, com variações por cidade e Estado.
Outro aspecto é que essas unidades de ensino precisam garantir uma formação qualificada, ou seja, a equação quantidade/qualidade tem de ser positivamente equilibrada.
Para que boas referências possam basear a educação infantil, o Ministério da Educação (MEC) quer aplicar uma nova avaliação de grande escala para creches e pré-escolas. Os dados de qualidade serão produzidos e divulgados a cada dois anos, da mesma forma como é feito com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
A Anei será realizada em 2016 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), com a divulgação dos resultados prevista para 2017.
A avaliação não contemplará provas, mas será pautada em critérios como: oferta de vagas, infraestrutura, perfil dos profissionais e educadores, recursos pedagógicos e gestão do sistema.
O Inep tem trabalhado no formato dos questionários e dos painéis dos resultados para as escolas e municípios.

http://desenvolvimento-infantil.blog.br/como-esta-a-educacao-infantil-da-sua-cidade/

Comentário: O problema está nos parâmetros dessas avaliações e no que se valoriza (o que deve ser avaliado). Além disso há de se pensar qual a visão de humano e de mundo que norteiam essas avaliações. Avaliar sim! Avaliar e qualificar com toda certeza/ Mas avaliar para quem, o que e como?! Eis a questão. Atenção! Muitos interesses estão em jogo nesse processo de avaliação e qualificação.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

DIFERENÇAS CULTURAIS NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS: JEITO BRASILEIRO E CANADENSE DE EDUCAR

Eu tive a alegria de passar alguns dias na companhia de amigos canadenses, um casal com sua simpatissíma filha de três anos. Foram dias para matar as saudades e também para discutir e organizar projetos em comum. Afinal, compartilhamos da mesma vida profissional, que é a universidade.

Entre um papo e outro falávamos das diferenças culturais dos nossos países, mas sobretudo do jeito de educarmos os filhos. Longe de buscarmos generalizações, intencionávamos apreender um jeito comum do brasileiro e do canadense educar seus crianças. Entre uma conversa e outra lembrei de algumas cenas de crianças, sobretudo quando da minha estada no Canadá.

Lembrei, por exemplo, que era comum encontrar um monte de crianças circulando nas ruas. Estas, certamente em alguma atividade escolar, ficavam segurando uma espécie de corda (algo como uma centopeia, onde cada criança segurava uma perninha) e sendo guiada pela professora. Eu ficava admirando aquela cena, onde as crianças caminhavam de maneira comportada. Ficava imaginando tal situação no Brasil. Pelo menos o Brasil que eu conheço as professoras teriam um certo trabalho para manter a ordem da fila e a disciplina das crianças.

Comentava com os meus amigos que no Brasil tendemos a nos relacionar de maneira mais dengosa com os nossos filhos, tendo um cuidado e atenção que beiraria a proteção demasiada. Sinto que nós brasileiros, dizia para eles, nos “derretemos” muito com as crianças, sentimos até pena por vê-las se debulhando com algo. Não nos contemos com o nosso sentimento de pegar, apertar, de fazer “bilulu” e terminamos por fazer por ales aquilo que elas, talvez, pudessem fazer sozinhas.

Dizia ainda que os via todo o tempo incentivando os filhos a fazer por eles mesmo e uma frase muito comum era: “tu es capable” (esse casal era do Québec, o lado francês do Canada). Isso nos remeteu a refletirmos sobre a questão da autonomia e como esta tem a ver com a disciplina e com a questão dos limites. Realmente, não há como conceber a autonomia sem relacionar com o limite. Assim, uma educação voltada para autonomia implica, necessariamente, em uma educação onde a criança lida melhor com os limites e, consequentemente, com a disciplina.

Resgatando alguns princípios piagetianos sobre o conceito de autonomia (sobre desenvolvimento moral) este se dá de maneira mais favorável quando a criança é exposta a um contexto de diálogo e também de responsabilização por seus atos. Tal contexto ajudaria a criança situar suas relações com os outros e compreenderia melhor as regras sociais.

Mas voltando a história com os meus amigos, houve um dia que fomos a praia. Além da oportunidade de brincar na areia e na água com a filhinha deles, vivemos uma situação que recuperou o nosso papo sobre educação. Quando estávamos a sair da praia, fomos lavar os pés em um chuveiro (desses que ficam instaladas ao lado das barracas de praia) para tirar o excesso de areia. Quando chegou a vez da menininha, esta pediu ajuda dizendo que não conseguia esticar seus pezinhos até encontrar a água. Novamente veio a fala dos pais: “tu es capable”. Então ela se esforçou mais um pouquinho e conseguiu. Eu tive que me conter, pois estava quase pegando a coitadinha e ajudando ela a lavar os pés (repararam meus diminutivos?!).

Não quero dizer que os meus amigos são frios ou negligentes com a filha,. Totalmente longe disso. Ao contrário mesmo. Eles são muito afetuosos e cuidadosos com a filha. O tempo todo eles se beijam, se tocam e trocam palavras de carinho. Também não quero dizer que há um jeito cultural mais certo de educar do que outro (até porque pensar genericamente é muito perigoso). Nossa conversação versava sobre as diferenças culturais nos processos educativos e como isto parecia ter repercussões na aprendizagem e no desenvolvimento das crianças. É certo que a fronteira entre excesso de autonomia e negligência pode ser tênue, ou do excesso de cuidado e proteção pode prejudicar as crianças. Essas situações extremas não correspondem aos modos culturais de se educar. Além disso há toda a questão de que as culturas produzem sentidos relativos aos seus próprios mundos. Ademais, essas diferenças culturais nos ajudam a refletir sobre nós mesmos, principalmente, aqui em questão, sobre o nosso jeito de educar as crianças.


Por Marcelo Ribeiro