"Conceder a palavra às crianças não significa fazer-lhes perguntas e fazer com que responda aquela criança que levantou a mão em primeiro lugar [...]. Conceder a palavra às crianças significa, pelo contrário, dar a elas as condições de se expressarem."
(TONUCCI, 2005).

sábado, 27 de maio de 2017

Projeto Erê

O projeto “Erê - Vamos brincar? Oficinas Lúdicas de Leituras” é um desdobramento da primeira versão, chamada “ERÊ – Vamos brincar? Brinquedoteca itinerante e Oficinas Lúdicas” que abordou diretamente a temática do lúdico e  ludicidade.

Neste atual projeto, há um aprofundamento em relação a necessidade de criar espaços onde a dimensão lúdica seja contemplada para oportunizar formações aos profissionais da educação, a formação de pais e, sobretudo, para as vivências das infâncias por parte das crianças.

No que diz respeito a leitura é no contexto do Núcleo de Estudos e Práticas sobre Infâncias e Educação Infantil – (NUPIE / UNIVASF), considerando as atividades já desenvolvidas, que o presente projeto ganha conectividade com os outros projetos. Assim, o projeto ERÊ é reeditado com o foco na integração  da leitura e da brincadeira,  valorizando  a  cultura  lúdica  e  a  perspectiva  das  crianças,  via  também os saberes daqueles que já lidam ou pretendem lidar diretamente com elas, em cursos e oficinas voltados para professores, profissionais  da  educação,  da  saúde  e  para  os  pais.  

A  partir  desse  quadro,  o  projeto  busca  o desenvolvimento de saberes e práticas sobre infâncias e educação infantil na dimensão da cultura, da história, das relações interpessoais, dos instrumentos de aprendizagem e do desenvolvimento humano.  O objetivo, portanto, deste projeto se constitui na criação de oficinas lúdicas de leituras para pais, estudantes e profissionais e a  criação  de  espaços  lúdicos de leituras para as crianças.

Assim, “Erê - Vamos brincar? Oficinas Lúdicas de Leituras” prevê o engajamento de estudantes de diferentes graduações, prevê estudos atuais sobre a indissociabilidade do brincar-cuidar-educar, além de estudos culturais e históricos no que diz respeito ao lugar que a criança vem ocupando em nossa sociedade. De modo semelhante, propõe uma  valorização  da  experiência  das  crianças  a  respeito  de  suas  próprias  vivencias  e  o desenvolvimento de saberes e práticas por aqueles que lidam diretamente com estas, sobretudo referente a leitura e a contação de histórias.


Orientados pela transdisciplinaridade ações de extensão são propostas junto a cenários de práticas locais.  Por  fim,  o  Projeto  também  prevê  momentos  de  análise  e  socialização  das  diversas experiências, estudos aprofundados sobre infância e educação infantil.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Semana do Bebê - Juazeiro 2017

A Univasf mais uma vez foi parceira da Semana do Bebê no município de Juazeiro tendo à frente profissionais e estudantes do Nupie. 
Oficinas de yoga, palestras sobre educacão positiva, ludicidade e psicomotricidade foram abordados na Semana do Bebê pelo membros do Nupie.




segunda-feira, 10 de abril de 2017

Permissividade e autoritarismo: marcas de um tempo


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Por Marcelo S. de Souza Ribeiro

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Nota-se uma curiosa e aparente contradição no atual estado das sociedades globalizadas, que aqui chamaremos marcas de permissividade e de autoritarismo. Estas marcas do tempo atual, apesar de se situarem em polos divergentes, se integram no modo como as relações de consumo e produção se dão, além, certamente, nos modos de subjetivação e objetivação das relações humanas, particularmente nos processos educativos, sobretudo nas relações pais e filhos. 

 

Vivemos sob a égide de um intenso consumismo, onde o “ser” se confunde com o “ter”, de modo que precisamos “ter”, permanentemente coisas, para nos sentirmos e sermos vistos como seres. Além disso, como já tão bem explorado por Bauman (2003), vivemos um “mundo líquido”, que, dentre suas características, a descartabilidade das coisas alimenta a renovação constante de novos consumos. Assim, a lógica do produzir para consumir e do consumir para produzir (SANTOS, 2005) apregoa a máxima que devemos soltar as nossas voracidades, nos permitir e “devorar” o máximo da vida. Eis aí a permissividade de um ponto de vista, digamos, social. 

 

De outro modo também vivemos um mundo onde o endividamento e o insucesso vivido na lógica do produzir para consumir e do consumir para produzir é atribuído ao indivíduo. “Sua culpa, sua máxima culpa!”. A culpabilização por não poder viver o máximo da permissividade consumista e o rigor de exigência atribuído ao indivíduo, aliado ao caminho estreito e reto dessa lógica, caracterizam a marca autoritária do nosso tempo. Assim, somos autoritariamente condenados pelos inevitáveis fracassos por não alcançarmos a impossível tarefa da vida permissiva ao mesmo tempo em que somos pressionados a não vivermos de modo alternativo, rompendo com essa lógica, sob o risco de sermos execrados. Eis aqui o lado autoritário. 

 

Saindo de uma perspectiva mais social para uma individual, ou melhor, intersubjetiva, digamos assim, as relações pais e filhos trazem também essa aparente contradição.  

 

Em minhas experiências, seja como professor, pesquisador ou supervisor de estágio (sobretudo na clínica - escola onde atuamos), observo o quanto o estilo parental da permissividade e do autoritarismo aparecem com significativa frequência e de modo integrado. Percebo que, via de regra, os pais e ou cuidadores estabelecem relações com seus filhos e ou crianças que são cuidadas num estilo de permissividade, mas também tendo momentos autoritários. É como se fosse, mais ou menos, assim: por várias razões esses pais e ou cuidadores permitem que a criança defina, ilimitadamente, suas vontades e, em um dado momento, como por falta de paciência, age autoritariamente, com violência física às vezes, para depois voltar a ceder e reentrar no padrão permissivo. 

 

Essa aparente contradição da permissividade e do autoritarismo seriam modos de ser e de estar da humanidade que se apresentam via a chamada do duplo vínculo (BATESON e RUESCH, 1965). Para Bateson, esse duplo vínculo leva a uma espécie de neurotização e/ou esquizofrenização do humano justamente porque lida com duas mensagens opostas. Nesse caso, pelo menos para o sujeito que vive o duplo vínculo, a contradição existe dramaticamente.  

 

Seja pela via da neurotização ou da esquizofrenicação, parece haver indícios de manifestação de comportamentos compulsivos e depressivos: quando não paramos de querer e de consumir, e não encontramos satisfação, associado com baixa tolerância a frustração; quando não sabemos adiar a satisfação dos nossos anseios e vivemos a intolerância para com o diferente; ou quando não sabemos viver de um outro jeito e não aguentamos a nos deparar com tudo aquilo que ameace o nosso santo jeito de ser.  

 

Além disso, essas marcas da permissividade e do autoritarismo, como faces de uma mesma moeda, têm em comum a não possibilitação da autonomia do sujeito. Seja porque na permissividade não há limites ou porque no autoritarismo o sujeito não exercita o direto de ser ele mesmo (sobre isso é interessante ver Yves de LaTaille (1992), que aborda a questão da cognição e democracia). 

 

Mesmo não sendo objeto, para discorrer nesse texto, esses possíveis indícios apontam para a problemática de uma vida onde marcas contraditórias se dão de modo integrado levando o ser humano, em sua dimensão social e individual, a colapsar sua existência. 

 

Referências 

BATESON, Gregory; RUESCH, Jurgen. Comunicacion: la matriz social de la psiquiatria. Buenos Aires: Paidos, 1965. 

 

BAUMAN, Z. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. 

 

LA TAILLE, Yves de. O desenvolvimento do juízo moral e afetividade na teoria de Jean Piaget. Em: La Taille, Yves de; Oliveira de, M. K. e Dantas, H.. Piaget, Vygotsky e Wallon. Teorias Psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992. 

 

SANTOS, Boaventura de Sousa (Org.).Produzir para viver: os caminhos da produçãonão capitalista. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, Brasil, 2005. 



https://www.pensaraeducacaoempauta.com/permissividade-e-autoritarismo-perm

sábado, 8 de abril de 2017

Publicado livro que aborda a questão da violência sexual

Publicado livro que aborda a questão da violência sexual a partir de uma perspectiva da criança. 

https://www.pipoefifi.com.br

terça-feira, 21 de março de 2017

A atual onda neotecnicista da educação


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Marcelo Silva de Souza Ribeiro
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A onda neotecnicista que avassala a educação brasileira parte de alguns posicionamentos básicos que, em um primeiro momento podem até fazer sentido do ponto de vista prático, mas esconde limitações também práticas, interesses ideológicos e econômicos (embora se posicione em uma perspectiva de combate à ideologização da educação), além de não problematizar as questões da educação, tratando-a de forma simplificadora e a-histórica.
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Essa onda neotecnicista descarta a importância do nível de escolaridade e a experiência do professor, questiona a necessidade de reduzir a quantidade de estudantes por sala, tripudia os teóricos da educação como Paulo Freire e coloca toda a questão da eficácia do ensino em algumas técnicas como atividades complementares, repetições e explicações sobre o conteúdo.
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Certamente todos esses pontos podem ou não estar presentes na qualidade do fazer docente, justamente porque a educação é da dimensão da complexidade e cada situação deve ser analisada de modo relativo e levando em considerações os contextos.
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No caso da experiência e escolaridade do professor, se não estiver voltada para os interesses da educação, o contexto da sala de aula e das intenções pedagógicas, realmente podem ser inócuos. Entretanto, dizer que não há relação entre escolaridade docente e experiência profissional no sentido de poder influenciar positivamente a aprendizagem é outra história.
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Tripudiar os teóricos e as teorias que compõe a formação do professor é outra falácia. Uma coisa é quando a formação docente é recheada de teorias dissociadas da prática e livresca, mas isso não significa a sua negação. Na verdade a boa formação teórica fundamenta a prática reflexiva do professor. Muito possivelmente o que precisamos em termos de formação docente não é a negação da teoria (e dos teóricos), mas sua radicalização, sobretudo no que concerne a uma boa formação e articulação com o fazer docente.
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As técnicas também são de extrema importância para a boa prática do professor e isso pode e deve ser ensinado aos docentes, mas acreditar que o domínio de técnicas poderá ser suficiente para assegurar a formação e o exercício profissional é, no mínimo, ingenuidade ou tentativa de esconder outros interesses.
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O que chama atenção dessa atual onda é justamente saber de onde ecoam seus arautos. Um exemplo interessante é a matéria da Veja (15 de novembro de 2016), escrita por Claudio de Moura Castro, que é, por sua vez, ligado a empresa Positivo. Esses arautos são ligados, direta ou indiretamente, a empresas privadas que inculcam pacotes e receitas para os problemas da educação. Questões que incidem sobre a relativização da importância da qualificação docente como a graduação e a pós graduação, por exemplo, vêm ao encontro da lógica de mercado para o neotrabalhador da educação: não precisa de formação pedagógica, basta o conhecimento sobre o conteúdo e um "banho" de orientações e técnicas de ensino.
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Se a onda tecnicista da década de 1970 que assolou o Brasil era uma política do estado ditatorial para o novo enquadramento da sociedade, o atual neotecnicismo é uma reengenharia da educação para colocá-la nas engrenagens das linhas produtivas do mercado globalizado. Se a educação tem seus produtos haverá de ser gestada industrialmente e ser rentável para atrair os investimentos, eis o que há por trás!

Publicado em https://www.pensaraeducacaoempauta.com/a-atual-onda-neotecnicista

segunda-feira, 20 de março de 2017

Primeira Infância e Acolhimento:Princípios e Boas Práticas

O Sistema de Informação e gestão da Assistência Social de Pernambuco, oferece de maneira gratuita e na modalidade a distância  o curso:
 "Primeira Infância e Acolhimento:Princípios e Boas Práticas"
Período de inscrição: 17/03 à 23/03/2017
Período do Curso: 25/03 à 13/04/2017
Inscrições: https://www.sigas.pe.gov.br/ em Instrumentais
Número de vagas: 200

domingo, 19 de março de 2017

Curso: interação positiva

Ei! Ainda dá tempo!!

É com muito prazer que convidamos a comunidade univasfiana para participar da Oficina de interação positiva com crianças!

Serão 6 encontros, nas terças-feiras, das 18h30 às 20h. 
Início dia 21/03/2017 e término em 25/04/2017.

Valor? Participação gratuita
Público- alvo? Mães, pais e cuidadores (também profissionais e futuros profissionais de áreas de cuidado)
Mediadores? Estudantes de Mestrado em Psicologia - Tatiana Carvalho e Thiago Silva

FAÇA LOGO SUA INSCRIÇÃO.
VAGAS LIMITADAS!