"Conceder a palavra às crianças não significa fazer-lhes perguntas e fazer com que responda aquela criança que levantou a mão em primeiro lugar [...]. Conceder a palavra às crianças significa, pelo contrário, dar a elas as condições de se expressarem."
(TONUCCI, 2005).

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Cuidado, Autoridade e Comunicação nas Relações Parentais





Josefa Eugênia Tenório Tavares
(Estagiária de Psicologia - Univasf)


Uma questão que pode causar dúvidas entre os cuidadores na educação das crianças e adolescentes é como conciliar autoridade e cuidado, em outros termos seria saber como estabelecer uma relação adequando limites e carinho.
A compreensão mais comum (muitas vezes inconsciente) é de que para garantir uma boa educação seria preciso impor regras e, autoritariamente, mantê-las. É como se os educadores não entendessem a necessidade de explicar os sentidos das regras, fazendo que sejam apenas cumpridas, mesmo através da força.
Por outro lado, alguns cuidadores confundem cuidado com o agradar a criança não estabelecendo limites. Importante ressaltar que estabelecer limites está relacionado com a responsabilização na educação da criança ou adolescente e também com o cuidado. O estabelecer limites de modo dialogado é uma forma de cuidado e ajuda a criança a desenvolver responsabilidades.
Assim, o sentido de autoridade é muitas vezes incompreendido por cuidadores, como manter uma relação de respeito, estabelecendo limites e ao mesmo tempo dialogada e carinhosa.
É importante que exista uma relação de respeito mútuo, na qual a autoridade não é imposta, mas compreendida como cuidado. Algo que pode ser considerado como crucial para possibilitar uma relação de respeito é a existência de qualidade na comunicação entre cuidadores e crianças/adolescentes.
Em uma comunicação de qualidade, um aspecto favorável é o estabelecimento da relação entre a necessidade de limites e o cuidado. Ou seja, é propício para a comunicação esclarecer motivações, necessidades e consequências das atitudes, bem como o diálogo e a busca da compreensão dos sentimentos envolvidos.
Dessa forma, o famoso “por que?”, tão comum entre as crianças e os adolescentes, por exemplo, requer, sim, atenção e esclarecimento, em vez de uma simples resposta “porque eu mando”.

Portanto, é preciso que os cuidadores conciliem cuidado e autoridade, carinho e limites, sobretudo via uma comunicação com qualidade. Por fim, é válido lembrar que autoridade não deve visar simplesmente o controle, mas deve ser entendida como um princípio educativo, de maneira carinhosa e com limites, dando espaço para a expressão da criança ou adolescente como forma de cuidado.

terça-feira, 13 de março de 2018

Dissertação sobre divórcio

A dissertação de Andreza Maia Silva Barbosa, intitulada "NINGUÉM CASA PENSANDO EM SEPARAR”: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE PESSOAS COM UNIÕES DESFEITAS SOBRE SEPARAÇÃO E/OU DIVÓRCIO" é mais um trabalho concluído do Mestrado de Psicologia da Univasf.

Neste trabalho, defendido no começo de 2018 e orientado pela Profª. Drª. Susanne Pinheiro Costa e Silva, a questão da separação e ou divórcio é abordada via a Representação Social.

Leia a dissertação na íntegra.



domingo, 18 de fevereiro de 2018

Serviço para pais


O Centro de Estudos e Práticas em Psicologia (CEPPSI) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) oferece serviços de psicologia para pais e cuidadores. A proposta é trabalhar a relação parental desses pais e cuidadores.

Assista entrevista "clicando" a seguir:

Entrevista sobre o serviço para pais que é oferecido no CEPPSI


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Carta às professoras de Educação Infantil

Importante documento sobre formação de professoras da Educação Infantil produzido e divulgado pelo Projeto Leitura e Escrita na Educação Infantil realizado por colegas da UFMG, UNIRIO e UFRJ.




Acesse por aqui também:

http://pensaraeducacao.com.br/blogpensaraeducacao/wp-content/uploads/sites/6/2018/02/carta-às-prof-projeto-leitura-escrita-EI-1.pdf

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Univasf oferta serviço de orientação para pais e cuidadores de crianças e adolescentes

O Centro de Estudos e Práticas em Psicologia (CEPPSI) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) oferece serviço de acompanhamento e orientação a pais. O atendimento é gratuito, destinado a pais e cuidadores de crianças e adolescentes e acontece com agendamento prévio. O objetivo desse serviço é melhorar as relações parentais e possibilitar um contexto de desenvolvimento para crianças e adolescentes. Para participar, os interessados devem solicitar o atendimento pessoalmente, no CEPPSI, que fica localizado no Campus Sede da Univasf, em Petrolina (PE), ou pelos telefones (87) 2101-6871 e 2101-6872. A partir deste contato será feita a triagem, e, se constatada a pertinência do atendimento, é iniciado o serviço. O acompanhamento acontece em grupo ou individualmente, uma vez por semana e pode ter de seis a oito encontros. Esse é um dos estágios profissionalizantes oferecidos aos estudantes de Psicologia da Univasf e acontece sob a orientação do professor do Colegiado de Psicologia Marcelo Ribeiro com a participação da psicóloga do CEPPSI Melina Pereira. Ribeiro explica que durante o atendimento, vários temas são abordados, como a questão dos limites, da comunicação entre pais e filhos e do desenvolvimento da criança e do adolescente, mantendo o foco nas relações parentais. Para isso, são desenvolvidas atividades vivenciais, momentos reflexivos, orientações e técnicas que possam auxiliar na tomada de consciência. De acordo com o professor, o objetivo do atendimento é prestar um auxílio aos pais e cuidadores para que eles possam, assim, ajudar seus filhos. “Normalmente, os filhos são colocados como os causadores dos problemas, mas os pais se esquecem de considerar sua capacidade de influenciar ou mesmo a responsabilidade pela vivência e comportamento do filho. Nesse sentido, tratamos das dificuldades que os pais têm em lidar com a experiência da adolescência e os conflitos familiares que terminam por interferir no desenvolvimento do filho”, afirma Ribeiro. Matéria publicada pela ASCOM/ UNIVASF em http://portais.univasf.edu.br/noticias/univasf-oferta-servico-de-orientacao-para-pais-e-cuidadores-de-criancas-e-adolescentes

PATERNIDADE PARTICIPATIVA: uma discussão de gênero

Dissertação

PATERNIDADE PARTICIPATIVA: uma discussão de gênero




Thiago Silva de F Santos by Marcelo Ribeiro on Scribd

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Defesas de dissertação

Novamente vivemos a celebração de duas defesas de dissertação. Desta vez foram  as de Andrezza Maia, que abordou a representação social sobre divórcio entre homens e mulheres, e a de Pollyana Dias, sobre Representações de Escolas para Crianças na Educação do Campo. Parabéns também ao programa de mestrado em Psicologia da Univasf!