"Conceder a palavra às crianças não significa fazer-lhes perguntas e fazer com que responda aquela criança que levantou a mão em primeiro lugar [...]. Conceder a palavra às crianças significa, pelo contrário, dar a elas as condições de se expressarem."
(TONUCCI, 2005).

quarta-feira, 13 de maio de 2015

terça-feira, 21 de abril de 2015

Avaliação de Curso sobre Infância e Educação Infantil

Prezados,
O NUPIE os convida para avaliar nossas atividades do Curso sobre infância e Educação infantil que ocorreu em 2014. Queremos saber por meio desse questionário que segue no link: << https://docs.google.com/…/1f05NEGc4u73l_bxqz3X15j…/viewform… >> como foi para você o curso e em que pontos precisamos melhorar. Sua participação é primordial! Agradecemos.

quinta-feira, 19 de março de 2015



Prezados,
Os certificados do curso de Infância e Educação infantil estão disponíveis no Colegiado de Psicologia. O colegiado fica na UNIVASF campus Petrolina Centro, no prédio de colegiados segundo andar. Seu horário de funcionamento é das 08h-12h e 14h-18h.   

segunda-feira, 9 de março de 2015

O NUPIE retomou hoje suas atividades do grupo de estudo com a temática "Pesquisa com crianças - implicações éticas e exploração metodológica". 
Dia 23 de março (CEPPSI, Campus Centro Petrolina, UNIVASF), segunda-feira, de 18h às 20h, haverá o próximo encontro.
Para ter acesso a nossa programação e cronograma entre em contato através do email nucleonupie@gmail.com

domingo, 8 de março de 2015

Segundo pesquisa, criança que escreve à mão aprende a ler melhor

Um estudo realizado por neurocientistas da Universidade de Bloomington, nos EUA, avaliou a importância da escrita à mão para o desenvolvimento da criança. Os pesquisadores analisaram o comportamento do cérebro de meninos e meninas não alfabetizados, mas que conheciam as letras, não sabendo ainda como juntá-las para formar as palavras.
Eram dois grupos de crianças. Um foi estimulado a copiar no papel letras diferentes. Outro trabalhou as letras usando o teclado. Além de avaliar a capacidade dos dois grupos, os cientistas monitoraram os cérebros, antes e depois do exercício, por meio de ressonância magnética, para identificar as áreas ativadas e entender o que acontece quando as crianças aprendem as letras.
O que perceberam é que aquelas que copiaram à mão mostraram padrões de ativação do cérebro semelhantes aos de pessoas já alfabetizadas. Já o cérebro das crianças que usaram o teclado para realizar a atividade parecia ficar “ligado”, respondendo de forma diferente. A conclusão dos exames feitos mostram que a prática à mão ajuda a estabelecer uma ligação entre o processo de escrever e o de aprender a ler.
Outro benefício da escrita com lápis ou caneta é o desenvolvimento de habilidades motoras mais sofisticadas, importantes à maturidade cognitiva da criança pequena.
Escrever à mão e digitar no teclado podem andar juntos, desde que uma coisa não exclua a outra e que não haja exageros no uso da tecnologia.
Confira a matéria que inspirou este post, publicada na Folha de São Paulo.


Esta matéria foi retirada de: http://desenvolvimento-infantil.blog.br/crianca-que-escreve-a-mao-aprende-a-ler-melhor/

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

CONFERÊNCIA SOBRE AMAMENTAÇÃO NO LANÇAMENTO DA SEMANA DO BEBÊ DE 2015

A Semana do Bebê de 2015 do município de Juazeiro – Bahia, acontecerá no período de 10 à 16 de maio de 2015, diante disso, o Núcleo de Humanização, Educação Permanente, Gestão do Trabalho e Controle Social, a Comissão da Semana do Bebê da UNICEF, juntamente com a Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF, promove o Lançamento da Semana do Bebê de 2015 no dia 26 de Fevereiro, de 8 à 12h, no Auditório do Restaurante Rio Center. O Evento será uma Conferência sobre Amamentação, contará com a Participação da Sociedade na divulgação de Trabalhos e Experiências, na escolha do tema de 2015, e com a Palestra sobre Mitos e Verdades: manejo, influências sociais e aconselhamento, ministrada pela Professora Mônica Cecília Pimentel de Melo, Doutoranda em Educação em Ciências - UFRGS/UFSM/FURG, Mestre em Enfermagem na Atenção à Saúde da Mulher – UFBA, Profª da UNIVASF - Enfermagem em Saúde da Mulher e Gênero. 
Estão sendo ofertadas cem vagas direcionadas a todas as instâncias intersetoriais, profissionais, associações, clube de mães, estudantes, comunidades, gestantes e público em geral. Para se inscrever os interessados deverão se dirigir ao Núcleo de Humanização, 2º andar da Secretaria de Saúde de Juazeiro, no período de 8 às 12h, e como pré-requisito, é necessário um pacote de fralda descartável. Serão disponíveis também dez vagas para a Mostra de Trabalhos e Experiências, sendo que apenas cinco poderão se apresentar nesse primeiro momento. Quem se interessar poderá inscrever seu Projeto sobre Amamentação e passar sua experiência na área, levando conhecimento e discussão para o evento. Informamos que todos os participantes receberão certificados e que as inscrições encerarão com o preenchimento das vagas. 
“É importante a participação da sociedade nas ações humanizadas pelos direitos da primeira infância. Essa mostra tem o objetivo de unir a população para juntos proporcionar melhores condições de saúde e bem estar, abordando o tema da Amamentação, lembrando que a Semana do Bebê é uma forma de contemplar ações em prol dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes do município e região”. (Carla Lorena Pesqueira – Representante da Comissão)

 LANÇAMENTO DA SEMANA DO BEBÊ 2015
CONFERÊNCIA SOBRE AMAMENTAÇÃO

DIA: 26/02/2015
HORÁRIO: 8 às 12h
LOCAL: Auditório do Restaurante Rio Center


PROGRAMAÇÃO: 
8h – Acolhimento;
8:20h - Apresentação da Semana do Bebê 2015 - A importância da sociedade nas ações humanizadas pelos direitos da primeira infância, com Carla Lorena Pesqueira – Psicóloga;
8:40h – Mostra de trabalhos e experiências sobre amamentação por parte de profissionais e comunidade;
9:30h – Coffee Break;
9:50h – Palestra com o tema: MITOS E VERDADES: manejo, influências sociais e aconselhamento, com:
Mônica Cecília Pimentel de MeloDoutoranda em Educação em Ciências - UFRGS/UFSM/FURG
Mestre em Enfermagem na Atenção à Saúde da Mulher - UFBA
Profª da UNIVASF - Enfermagem em Saúde da Mulher e Gênero
10:50h – Roda de conversa;
11:30h – Divulgação do tema da Semana do Bebê 2015 escolhido pelos inscritos.
11:50h – Encerramento.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Aos olhos do outro



As atuais tendências sobre o estudo da criança e da infância tem denunciado o lugar de inferioridade que esse ser vem ocupando na sociedade. Paralelo a esse combate, há um esforço em buscar novas compreensões teóricas e modelos metodológicos para dar conta de uma visão de infância e criança ativa, válida per si e intérprete do mundo. Porém, isso não significa também negar as cargas de contingências que esse ser carrega e toda a sua particularidade nas relações com a sociedade, sobretudo a família. Em outras palavras: aceitar o papel ativo da criança e entender a infância como uma fase do desenvolvimento humano em si (não como um ser faltante), não significa se descuidar da importância e do papel da família e dos pais no que diz respeito ao seu desenvolvimento e formação.

Foi a partir dessa compreensão mais complexa (porque integra esses dois lados: da criança/infância ativa e a influência dos pais/família) que li e destaquei um trecho da obra ficcional e ao mesmo tempo auto-biográfica de Albert Camus, “O primeiro Homem”. Gostaria de dividir com vocês.

“Uma criança não é ninguém por si mesma, são seus pais que a representam. É por meio deles que ela é definida aos olhos do mundo. É através deles que ela se sente verdadeiramente julgada, ou seja, julgada sem apelação, e era esse julgamento feito pelo mundo que Jacques tinha acabado de descobrir, e com ele seu próprio seu próprio julgamento sobre aquele coração mau que tinha...” (p.179).


Este trecho retrata a experiência do protagonista, quando criança, em uma escola da elite local. O protagonista, Jacques (que era o próprio Camus), vivia a experiência de ser julgado e avaliado, aos olhos do mundo escolar, a partir de suas origens familiares (humildes, pobres, sem escolaridade...). Essa criança se via, era vista e se sentia por aquilo que seus eram.

Marcelo Ribeiro.