"Conceder a palavra às crianças não significa fazer-lhes perguntas e fazer com que responda aquela criança que levantou a mão em primeiro lugar [...]. Conceder a palavra às crianças significa, pelo contrário, dar a elas as condições de se expressarem."
(TONUCCI, 2005).

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Pesquisa analisa o brincar como promotor de saúde


(Informações: Informe ENSP –  Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca)
Qual a importância do brincar como mecanismo promotor de saúde para as crianças internadas? Para responder a essa questão, a aluna do mestrado em Saúde Pública da ENSP, Ligia Maria Rocha Rodrigues buscou entender como o brincar auxilia no bem-estar dessas crianças identificando resultados e mudanças que permitem à criança mais autonomia e participação durante a hospitalização, além de compreender como age sobre as interações sociais ocorridas entre elas, os profissionais de saúde e os acompanhantes, e analisar como pode vir a contribuir para uma ampliação do cuidado em saúde. Sob orientação da pesquisadora da Escola Regina Cele de Andrade Bodstein, foi acompanhado pela aluna, durante três meses, o Programa Saúde e Brincar, do hospital Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). Os resultados obtidos mostraram que o brincar, enquanto recurso terapêutico, possibilita a criança ocupar um papel mais ativo, com bem-estar, autonomia e participação, agindo também sobre o fortalecimento das relações ocorridas entre os stakeholders e contribuindo para um tratamento que perpassa os limites físicos do adoecimento, fazendo com que a criança modifique suas percepções acerca das experiências vivenciadas dentro do hospital.

Foram entrevistados pela aluna 9 profissionais (integrantes do Programa Saúde e Brincar e gestores da enfermaria pediátrica) e 9 acompanhantes sobre a execução das atividades com as crianças internadas. Para ela, pensar em promoção da saúde no ambiente hospitalar é extremamente pertinente, especialmente quando neste espaço existem crianças que permanecem internadas durante longos períodos ou que sofrem com internações seguidas ao longo de suas vidas. “O hospital, nesse caso, transforma-se no único ou no principal cenário onde transcorrem suas vidas e onde suas atividades diárias são realizadas.” Além disso, acrescenta Lígia, as brincadeiras contribuem para que ela saia da condição passiva de objeto de tratamento para ocupar um papel mais ativo perante a hospitalização.

O estudo no IFF permitiu observar in loco a importância e o papel da brincadeira dentro de um ambiente hospitalar complexo, explicou Lígia. “Ao criar ou recriar um ambiente familiar das crianças e de seus acompanhantes, são inúmeros os benefícios, como relaxamento e prazer, facilitando e fortalecendo interações e cuidados, permitindo que as crianças vivenciem esse ambiente de outra perspectiva.” Ainda traz uma compreensão ampliada da saúde, disse ela, não como a ausência da doença, mas como um conjunto de aspectos psíquicos, sociais, culturais e ambientais, ampliando o olhar dos profissionais para estas questões e fazendo com que a criança perceba a sua saúde de uma forma mais positiva.

O Programa Saúde e Brincar do IFF completou 20 anos de sua existência em 2014 e, atualmente, desenvolve atividades referentes à assistência, ensino e pesquisa, voltadas para a saúde da criança e adolescente em situação de adoecimento crônico e hospitalização, onde o brincar é identificado como principal elemento. São muito os avanços nesse aspecto. No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, 1990) reconheceu como um direito da criança o brincar. Portanto, observa Lígia, um valor a ser sustentado de forma efetiva pela sociedade e pelas instituições brasileiras, dentre eles todos os hospitais públicos e privados. Já em 2005, por meio da Lei nº 11.104, tornou-se obrigatório a criação de um espaço com desenvolvimento de atividades lúdicas dentro dos hospitais brasileiros que ofereçam tratamento pediátrico. A Organização Mundial da Saúde criou, em 2004, por meio da Rede Internacional de Hospitais Promotores da Saúde (HPH-Children and Adolescents), o projeto “Respeito dos Direitos da Criança Hospitalizada” que tem o intuito de avaliar se os hospitais e serviços de saúde cumprem com os direitos das crianças internadas com base no que foi proposto na Convenção das Nações Unidas de 1989.

Ligia Maria Rocha Rodrigues é graduada em Fisioterapia pela Universidade de Fortaleza, com experiência na área de Saúde Pública em hospitais, ONGs e comunidades carentes de Fortaleza – CE. Sua dissertação foi apresentada em dezembro na ENSP.
Matéria retirada do site Primeira Infância em 09/02/2015
http://primeirainfancia.org.br/pesquisa-analisa-o-brincar-como-promotor-de-saude/

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Os benefícios da soneca

Segundo a matéria publicada pelo jornal O Globo, os cochilos, além de uma boa noite de sono, fazem diferença na memória e no aprendizado do bebê, especialmente até um ano. Quem faz esta afirmação são os especialistas responsáveis por uma pesquisa realizada na Universidade de Sheffield, Inglaterra, que mostra a relação do soninho com o aprendizado de determinadas habilidades.
Eles acompanharam mais de duzentos bebês, de seis meses a um ano, ensinando três novas tarefas com fantoches de mão. Crianças que não cochilavam depois do aprendizado foram comparadas àquelas que cochilavam de trinta minutos até quatro horas depois da atividade. Apenas as que tiravam um cochilo mais longo (mais de meia hora) se lembravam das atividades no dia seguinte.
A ideia de que a criança aprende mais quando está totalmente desperta parece cair por terra nesse estudo, já que a psicóloga que o coordenou acredita que o melhor momento para o aprendizado das crianças é um pouco antes da soneca. Mas, e quando os bebês não dormem? Aí vale uma análise mais ampla sobre esse fenômeno que não só prejudica a criança como também afeta os pais.
No Blog Amigas do Parto, Adriana Tanese Nogueira, que é uma das fundadoras da ONG Amigas do Parto, psicanalista, autora e educadora perinatal, faz algumas provocações importantes, que você pode compartilhar com os pais que têm bebês nessa situação. Normalmente, a falta de sono é daquela criança que dizemos estar ligada no “220”. Passa o dia entre uma atividade e outra, como se descarregasse toda a sua energia. À noite, continua tensa. A tendência de alguns adultos é de rotulá-la como hiperativa ou criança-problema. Será que, na realidade, ela é um reflexo do ambiente onde vive?
“Como um radar, o bebê capta todas as ondas da casa: sente a raiva da mãe pelo pai sem ver o sorriso fictício que ela lhe oferece; sente o estresse do pai, sente a tensão dos que passam, o medo e o desconforto que pairam no ar. Bebês que não dormem são, exatamente como adultos, pessoas que não estão bem, que sentem ansiedade e medo. Apesar de não haver leões por perto, a tensão da casa pode lhe parecer tão ameaçadora quanto um manada de rinocerontes correndo em disparada em sua direção. O adulto precisa parar tudo e focar sua atenção sobre o bebê para compreendê-lo. Isso é ser pai e mãe. Atenção é uma atitude mágica, mas para que ela seja real precisa que ocorra após ter parado tudo mesmo, ter deixado de lado o relógio, os compromissos, os incômodos e desejos para se estar literalmente à serviço do bebê, indo ao seu encontro”, comenta Adriana.


Esta matéria foi baseada na publicação: < http://desenvolvimento-infantil.blog.br/a-soneca-so-faz-bem/ > 

domingo, 25 de janeiro de 2015

Participação ativa da criança na gestão escolar

Dar voz aos alunos para que opinem e façam reivindicações à gestão da pré-escola, o que você acha disto?
Na EMEI Dona Leopoldina, na cidade de São Paulo, uma experiência tem ganhado força desde sua implementação, em 2012. A escola criou um conselho deliberativo formado pelos alunos de quatro e cinco anos. De cara, veio o pedido: acabar com a obrigatoriedade do soninho após o almoço. Quem quer, pode tirar a soneca. Quem não quer, pode brincar, participando das atividades pensadas a partir daquilo que os alunos mais gostam de fazer. A reivindicação foi acatada depois de pais e professores entrarem em acordo a respeito.
Os responsáveis pela criação dessa estratégia acreditam que estabelecer um Conselho como esse, participativo, é reconhecer a inteligência e as necessidades da criança, estimulando o seu protagonismo. Os resultados são sentidos no dia a dia: mais engajamento dos alunos nas atividades e ações da escola, envolvimento com o aprendizado, postura crítica diante das diversas situações.
O Conselho também foi ouvido no pedido de aquisição de novos brinquedos e na adaptação dos balanços para as crianças deficientes. “Os estudantes possuem uma ótica diferente da do adulto e que precisa ser levada em consideração. A criança é produtora de cultura, autora, competente, sujeito de direito e tem suas próprias visões de mundo”, explicou Márcia Harmbach, diretora da escola, em entrevista ao portal De Olho nos Planos.


Esta matéria foi retirada de: http://desenvolvimento-infantil.blog.br/crianca-pequena-participa-da-gestao-da-escola/


sábado, 17 de janeiro de 2015

Boletim 01 - Grupo NUPIE



As reuniões do NUPIE ocorrem às quintas-feiras (a cada quinze dias), às 18h. Venha participar desta troca de conhecimentos em um grupo onde todos tem algo a acrescentar. 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Fortalecimento da criatividade do indivíduo

A imaginação infantil é fértil e a partir dela a criança aprende sobre o mundo. Aliá-la à criatividade é fundamental. Hoje a criança a usará para brincadeiras e soluções de questões básicas. Amanhã será uma de suas ferramentas para encarar e resolver problemas mais complexos da vida adulta. Desde pequenos, os bebês já podem receber estímulos simples, provenientes de sons, imagens e movimentos. Depois, brincar com massinhas de modelar e blocos de montar ampliam o repertório de possibilidades, preparando-os para novos desafios e brincadeiras infantis.
É preciso orientar os pais a manterem, no ambiente familiar, folhas de papel, cartolinas e outros materiais para desenhar e pintar. É no papel que a criança expressa seus sentimentos, de um jeito muito próprio e autêntico.  Sucata é outro material importante, simples, que aguça a criatividade infantil. Usar tampinhas, caixas, papelões e outras embalagens para construir brinquedos é uma delícia. Melhor ainda quando o adulto participa dessa construção, ajudando a criança a criar situações e personagens.
Lençóis e cadeiras podem se transformar em uma cabaninha na sala, no quintal ou no pátio do recreio. Passar uma tarde com a criança, depois de contar e ouvir histórias, fazer pipoca ou brincar de adivinha sob os lençóis é uma aventura e tanto. Outra dica para os pais é pintar uma parede com tinta de lousa, no quarto da criança, e deixar giz à disposição para que a criatividade flua, assim como organizar uma minibiblioteca em que os livros sejam acessíveis em qualquer tempo.
Brincar com a criança é ótimo, mas querer dirigir a atividade o tempo todo não é recomendável. Deixar os pequenos terem suas regras e ritmos ajuda a fortalecer a autonomia e a criatividade. Você pode ter outras inspirações para o seu trabalho na matéria que tem várias dicas sobre o assunto. Confira!


Esta matéria foi retirada de: http://desenvolvimento-infantil.blog.br/como-fortalecer-a-criatividade-da-crianca/

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Orientação de combate à obesidade infantil

O “Mapeamento da Obesidade Infantil”, lançado em setembro de 2014, contém oitenta páginas que apresentam dados e estatísticas que fazem uma radiografia do problema em todo o País. O objetivo do estudo, além de informar, é promover o desenho de políticas públicas sustentáveis e culturalmente acessíveis, lembrando que:
“A obesidade é uma doença crônica e multifatorial caracterizada pelo acúmulo de tecido gorduroso e com risco substancial à saúde, que vem apresentando prevalências alarmantes em crianças menores de cinco anos, no Brasil”.
Por isso, a publicação reúne informações acerca do conceito de obesidade; mostra como ela já se tornou uma epidemia; define os critérios diagnósticos; os fatores de risco que estão associados ao excesso de peso na infância; quais os prejuízos à saúde da criança; os programas, políticas públicas e demais iniciativas que já existem para cuidar desse problema; os institutos e organizações, públicos e privados, especializados em programas de prevenção; as leis normativas, tanto federais como estaduais. Tudo ilustrado com gráficos e tabelas completas, além de propostas de planos de ação que podem ser adotados pelas áreas de atendimento e cuidado à criança pequena.
Vale a pena ler o documento completo. Confira!

Esta matéria foi retirada de: http://desenvolvimento-infantil.blog.br/relatorio-mapeia-e-orienta-acoes-de-combate-a-obesidade-infantil/

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Você sabe o que é dislalia?

Dislalia é a dificuldade que a pessoa tem de dizer corretamente algumas palavras. Ela pode deixar de dizer uma letra, trocar uma letra por outra ou mudar o som de um fonema. Um exemplo clássico de dislalia é o personagem Cebolinha, das histórias em quadrinhos, que não fala o “r”, trocando-o pelo “l”. Há outros exemplos, como trocar “tomei” por “omei”, falar “batata” no lugar de “barata”, “atelântico” no lugar de “atlântico”.
A dislalia pode ser:
Evolutiva – considerada normal até os quatro anos de idade, sendo corrigida naturalmente.
Funcional – substituição ou eliminação das letras durante a fala (causada pela hereditariedade, imitação ou alterações emocionais).
Audiógena – típicas de pessoas com deficiência auditiva.
Orgânica – causadas por alterações físicas ou cerebrais (malformação congênita, como lábio leporino; alterações na arcada dentária; dificuldades respiratórias, dentre outras).
Especialistas afirmam que crianças que chupam chupeta, dedo ou mamadeira por muito tempo estão mais propensas à dislalia, já que esse hábito pode causar maior flacidez muscular e posturas inadequadas da língua. Depois dos quatro anos, se as trocas de letras e demais sintomas persistirem, os pais devem procurar um especialista, que pode ser o otorrinolaringologista, o fonoaudiólogo ou o psicopedagogo. O ideal é uma avaliação de uma equipe multiprofissional.
Para especialistas, toda criança, após os quatro anos, tem de passar por exames oftalmológicos e otorrinolaringológicos para avaliar se a visão e a audição estão saudáveis. Se a criança tem dislalia, é importante orientar os pais a não achar graça, muito menos ridicularizar o filho. Também devem conversar de forma normal, sem uso de diminutivos ou de um diálogo infantilizado. Articular bem os fonemas e manter uma linguagem adequada à idade da criança são atitudes sadias e que vão ajudá-la, assim como elogiá-la todas as vezes em que falar corretamente.


Esta matéria foi retirada de: http://desenvolvimento-infantil.blog.br/voce-sabe-o-que-e-dislalia-que-afeta-criancas/